Remédio Para Parar de Beber: 9 Opções e Como Agem
Conheça os medicamentos usados no tratamento do alcoolismo, como cada um age e por que precisam de receita e acompanhamento médico.

Espalhado por milhões de pessoas ao redor do mundo, o alcoolismo cobra um preço alto da saúde física e mental.
Por sorte, o progresso da medicina trouxe recursos realmente eficazes para quem deseja se libertar do vício.
Dentro dessas possibilidades, os medicamentos ocupam um lugar de destaque no enfrentamento da dependência, porque reduzem a fissura pela bebida e tornam os sintomas da abstinência mais suportáveis.
Nas próximas linhas, reunimos os principais remédios empregados contra o alcoolismo e explicamos como cada um deles funciona dentro do corpo.
Existe remédio para parar de beber?
Sim, há mais de uma opção de remédio para parar de beber. Hoje a medicina dispõe de diversos medicamentos capazes de enfraquecer a vontade de beber, aliviar a abstinência e, em alguns casos, gerar rejeição ao álcool. Não dá para apontar um único melhor remédio para parar de beber, já que o medicamento certo para largar a bebida alcoólica difere de pessoa para pessoa e depende da indicação de um médico. A seguir, reunimos os 9 principais.
Nenhum medicamento para parar de beber resolve tudo sozinho. Os resultados mais consistentes surgem da união entre remédio, acompanhamento profissional e mudança de rotina. Confira também os nossos hábitos para parar de beber e como o corpo reage ao parar de beber. Quando a dependência é grave, o remédio para abstinência de álcool requer supervisão médica, e vale conhecer as casas de recuperação em todo o país listadas no nosso diretório.
Tabela: principais remédios para parar de beber
Confira um panorama dos principais medicamentos usados contra o alcoolismo, o modo de ação de cada um e se exigem receita:
| Remédio | Como age | Precisa de receita? |
|---|---|---|
| Naltrexona (Revia, Uninaltrex) | Reduz a vontade e o prazer de beber | Sim |
| Acamprosato | Ameniza a fissura durante a manutenção | Sim |
| Dissulfiram (Antietanol) | Causa mal-estar se a pessoa beber (aversão) | Sim |
| Topiramato | Ajuda a diminuir o consumo e a vontade | Sim |
| Baclofeno | Reduz a ansiedade e a vontade de beber | Sim |
| Naltrexona injetável | Mesma ação, em dose de longa duração | Sim |
Nenhum desses remédios pode ser tomado por conta própria, pois cabe apenas ao médico definir o mais indicado para cada caso.
Citalopram
O citalopram pertence à classe dos antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS).
Apesar de não ter sido criado com foco no alcoolismo, alguns estudos indicam que ele pode auxiliar na redução do desejo pela bebida.
A explicação está no fato de a serotonina se relacionar com a saciedade e o bem-estar, o que diminui a busca pelo álcool.
Costuma ser bastante proveitoso também para quem, além do alcoolismo, lida com ansiedade ou apresenta sinais de abstinência.
Naltrexona
A naltrexona figura entre os medicamentos mais recomendados para tratar a dependência tanto do álcool quanto dos opioides.
Ela funciona bloqueando os receptores opioides no cérebro, o que enfraquece o prazer ligado ao ato de beber.
Com isso, a fissura e a vontade de consumir bebida vão diminuindo aos poucos.
É aconselhável que o paciente faça exames periódicos para checar a saúde do fígado, pois, em determinados casos, a naltrexona pode interferir na função hepática.
Dissulfiram (Antietanol)
O dissulfiram, conhecido também como antietanol, é um dos tratamentos mais antigos contra o alcoolismo. Sua atuação consiste em provocar uma reação intensa e desagradável sempre que há contato com o álcool.
Quando a pessoa bebe sob efeito do dissulfiram, surgem sintomas muito incômodos, como náusea, tontura, cefaleia, palpitações e mal-estar generalizado.
Essa resposta cria repulsa pela bebida e estimula a abstinência. Mesmo assim, pede cautela, já que pode ficar perigoso caso o paciente ingira grandes quantidades de álcool no decorrer do tratamento.
Gabapentina
A gabapentina é usada para dores neuropáticas e epilepsia, mas há pesquisas mostrando que ela também pode suavizar os sintomas da abstinência alcoólica.
Sua ação acontece no sistema nervoso central, onde imita os efeitos do ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor de caráter inibitório.
Ao acalmar o cérebro, a gabapentina reduz a ansiedade e o impulso pela bebida. A dose habitual gira em torno de 300 mg três vezes ao dia, podendo mudar conforme a necessidade de cada paciente.
Topiramato
O topiramato é um anticonvulsivante prescrito para epilepsia e enxaqueca. Ele demonstra potencial de colaborar no tratamento do alcoolismo, pois reduz a atividade do glutamato (neurotransmissor excitatório) e reforça a ação do GABA (neurotransmissor inibitório).
Dessa forma, o topiramato reduz a fissura pela bebida e a probabilidade de recaída. Um cuidado importante é que ele pode elevar o risco de cálculos renais, o que o torna pouco indicado para quem já teve pedra nos rins.
Baclofeno
O baclofeno é um relaxante muscular que tem sido investigado no tratamento do alcoolismo. Sua ação aumenta os níveis de GABA, promovendo relaxamento e reduzindo a fissura pelo álcool.
Em 2014, ele passou a ser indicado na França como uma das opções contra a dependência alcoólica, depois que vários estudos confirmaram sua eficácia.
Ainda que não tenha aprovação oficial para o alcoolismo, alguns médicos recorrem ao baclofeno de maneira off-label em pacientes que não responderam bem a outros tratamentos.
Canabidiol (CBD)
O canabidiol segue em fase experimental para o alcoolismo, porém experimentos com animais indicaram que ele pode reduzir a fissura pela bebida e os danos que o álcool provoca no fígado e no cérebro.
Tudo leva a crer que sua atuação passa pela diminuição do estresse e da ansiedade, gatilhos que com frequência levam ao consumo exagerado de álcool.
Diazepam
O diazepam é um benzodiazepínico amplamente empregado no controle dos sintomas da abstinência alcoólica. Entre seus efeitos estão a redução da ansiedade, da irritabilidade, da insônia e dos tremores.
Em compensação, precisa ser usado com prudência e por pouco tempo, pois tem risco de provocar dependência.
Carbamazepina (Tegretol)
A carbamazepina é um anticonvulsivante que pode auxiliar no controle dos sintomas da abstinência do álcool, sobretudo em pacientes com episódios de agressividade, insônia e forte fissura pela bebida. Ela também ajuda a estabilizar o humor, o que reduz o risco de recaídas.
Remédio para tirar a vontade de beber
Encontrar um remédio que elimine a vontade de beber é um dos anseios mais comuns de quem quer parar. Os que mais contribuem nesse aspecto são a naltrexona e o acamprosato, pois os dois agem no cérebro reduzindo a fissura, aquela vontade forte e difícil de segurar. Com esse impulso enfraquecido, manter a abstinência e escapar das recaídas fica mais fácil. E o resultado é ainda maior quando o remédio se soma ao acompanhamento psicológico e à mudança de hábitos.
O remédio serve para cerveja, cachaça e outras bebidas?
Sim. Os remédios para parar de beber atuam sobre a dependência do álcool, e não sobre uma bebida específica. Por isso, valem do mesmo jeito para quem toma cerveja, cachaça, pinga, vinho, uísque ou qualquer outro tipo. O que importa é a quantidade e a frequência do consumo, e não a bebida escolhida.
Além do remédio: como parar de beber com apoio
Nenhum remédio faz mágica por conta própria. Ele diminui a vontade e dá suporte ao processo, mas a recuperação depende igualmente de acompanhamento profissional, mudança de rotina e apoio da família. Muita gente consegue parar ao combinar o medicamento adequado com terapia e, quando é o caso, com o tratamento em uma clínica de reabilitação para dependentes de álcool. Se a dependência for grave, o acompanhamento médico se torna imprescindível desde o começo.
Remédio para dar escondido: dá para fazer a pessoa parar de beber sem ela saber?
Diante do desespero, muitas famílias buscam um remédio para dar escondido ou misturar na bebida com a esperança de que o marido, a esposa ou um filho pare de beber. É preciso deixar claro: não existe remédio seguro para dar escondido, e proceder assim é arriscado e ilegal. Medicar alguém sem que a pessoa saiba pode desencadear reações graves. No caso do dissulfiram, por exemplo, se a pessoa bebe sem imaginar que tomou o remédio, a reação (vômitos, queda de pressão, taquicardia) pode ser séria e até levar à morte.
Fora o risco à saúde, medicar alguém às escondidas destrói a confiança e não ataca a raiz do problema, que é a dependência. O caminho que de fato dá certo é bem diferente: conversar com empatia, buscar apoio profissional e, quando a pessoa concordar, começar o tratamento com acompanhamento médico. Veja como motivar alguém a parar de beber e o que fazer quando o marido é dependente e não aceita tratamento.
Remédio para parar de beber precisa de receita? Dá para comprar na farmácia?
Os medicamentos de fato eficazes contra o alcoolismo, como naltrexona, acamprosato e dissulfiram, só são vendidos na farmácia mediante receita médica. Não convém comprar nem tomar esses remédios por conta própria, pelo risco de efeitos colaterais e interações. Já os produtos de venda livre, como anti-álcool, AlcolStop, Tad Control ou Dr Drink, costumam ser homeopáticos ou suplementos sem embasamento científico consistente de que fazem a pessoa parar de beber. O tratamento verdadeiro combina o medicamento adequado, prescrito por um médico, com acompanhamento psicológico.
Perguntas frequentes sobre remédio para parar de beber
Qual o melhor remédio para parar de beber?
Não há um único melhor remédio para parar de beber que sirva a todos. Entre os mais utilizados estão a naltrexona e o acamprosato, que enfraquecem a vontade de beber, e o dissulfiram, que provoca aversão ao álcool. A opção ideal varia conforme o perfil da pessoa e deve ser definida por um médico.
Existe remédio para deixar de beber vendido em farmácia?
Os medicamentos para parar de beber, como a naltrexona e o dissulfiram, só saem da farmácia com receita médica. Jamais tome um remédio para largar a bebida alcoólica por conta própria, pelo risco de efeitos colaterais e interações.
Qual remédio tira a vontade de beber?
A naltrexona e o acamprosato são os que mais reduzem a vontade (fissura) de beber, agindo diretamente no cérebro. O dissulfiram trabalha de outro modo, provocando mal-estar quando a pessoa ingere álcool.
Tem remédio caseiro para parar de beber?
Não existe remédio caseiro comprovado para tratar o alcoolismo. Boa alimentação, hidratação e apoio ajudam no bem-estar, mas não fazem o papel do tratamento médico. Há ainda atendimento gratuito no CAPS perto de você.
Existe remédio caseiro ou natural para parar de beber?
Não há remédio caseiro, chá ou simpatia com eficácia comprovada contra o alcoolismo. Uma alimentação equilibrada, hidratação e apoio contribuem para o bem-estar, mas não substituem o tratamento médico. Desconfie de fórmulas milagrosas.
Tem injeção ou remédio em gotas para parar de beber?
Sim. A naltrexona, por exemplo, tem versão em comprimido e também injetável de longa duração, sempre com prescrição. Já os produtos em gotas de venda livre costumam ser homeopáticos, sem comprovação de eficácia.
Qual o nome do remédio para parar de beber?
Os principais nomes no tratamento do alcoolismo são naltrexona (Revia, Uninaltrex), acamprosato, dissulfiram (Antietanol) e, em alguns casos, topiramato e baclofeno. Todos pedem receita e acompanhamento médico.
Conclusão
O tratamento com medicamentos é um aliado valioso no enfrentamento do alcoolismo, mas vale insistir: nenhum remédio dá conta do processo sozinho.
A união com acompanhamento psicológico, terapias comportamentais e apoio da família é decisiva para elevar as chances de êxito.
Se você ou alguém próximo tem dificuldade para parar de beber, consulte um profissional de saúde a fim de avaliar qual a melhor opção de tratamento.
O caminho até a sobriedade pode ser difícil, mas, com o suporte certo, conquistar uma vida livre do álcool é possível.
Fontes médicas
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Muita gente também recorre a rituais: veja as simpatias e orações para parar de beber e o que realmente funciona.
Cuidado para não substituir um vício por outro: entenda o vício em remédios controlados.
Veja também: como acalmar um dependente químico.



