50 Doenças Comuns: Dados, Prevalência e Impacto no Mundo
Um guia completo com dados e prevalência das 50 doenças mais comuns no Brasil e no mundo, com causas, sintomas e o impacto de cada uma na saúde.

Todos os anos, milhões de indivíduos são atingidos por enfermidades que impõem desafios permanentes à saúde pública em escala global. Saber quais são as doenças de maior ocorrência, o quanto se espalham e os danos que causam é decisivo para planejar prevenção e tratamentos apropriados.
O texto a seguir traz um retrato amplo de 50 doenças comuns, com indicadores epidemiológicos que evidenciam a importância delas no cenário mundial. Reunidos a partir de várias fontes oficiais, esses números mostram tanto a dimensão dessas condições quanto o modo como atingem populações distintas, oferecendo uma visão útil para profissionais da área, pesquisadores e qualquer pessoa interessada.
O que são doenças?
Chamamos de doença toda mudança no funcionamento habitual do corpo ou da mente que gera sinais e sintomas e compromete o bem-estar. Suas origens são diversas, podendo envolver infecções, herança genética, estilo de vida, o passar dos anos ou vários desses fatores juntos. Reconhecer as enfermidades mais frequentes contribui para preveni-las e detectá-las cedo. Nesta relação, você confere os nomes e as explicações das principais doenças que atingem a população.
Tipos de doenças
Em geral, as doenças são reunidas em grandes categorias, de acordo com sua causa e a maneira como se apresentam:
- Infecciosas e transmissíveis: provocadas por vírus, bactérias, fungos ou parasitas (gripe, dengue, tuberculose, COVID-19).
- Crônicas não transmissíveis: de duração prolongada, associadas a hábitos e ao envelhecimento (diabetes, hipertensão, câncer).
- Cardiovasculares: comprometem o coração e os vasos sanguíneos (infarto, AVC).
- Respiratórias: atingem os pulmões e as vias respiratórias (asma, pneumonia).
- Genéticas e hereditárias: originadas de alterações no DNA (fibrose cística, anemia falciforme).
- Degenerativas: levam à perda gradual de função (Alzheimer, Parkinson).
- Autoimunes: ocorrem quando o sistema imune agride o próprio organismo (lúpus, artrite reumatoide).
Qual a doença mais comum do mundo?
Entre as enfermidades de maior alcance no planeta figuram a cárie dentária e o resfriado comum, que acometem bilhões de indivíduos. Já entre as que mais provocam mortes estão à frente as cardiovasculares, como a doença cardíaca isquêmica e o AVC, vindo depois as infecções respiratórias e os cânceres, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Essa frequência muda conforme a região, a faixa etária e as condições de vida de cada grupo populacional.
Doenças Cardiovasculares
Doença Cardíaca Isquêmica
À frente das estatísticas de óbitos no mundo, a doença cardíaca isquêmica responde por 702.880 mortes a cada ano. Marcada pela diminuição do fluxo de sangue ao coração em razão do estreitamento das artérias coronárias, ela atinge um número enorme de pessoas em todos os continentes.
Levantamentos epidemiológicos indicam que hábitos como fumar, comer mal e não se exercitar elevam de maneira expressiva a chance de desenvolver o problema.
Acidente Vascular Cerebral (AVC)
O AVC ocupa o segundo lugar como causa de morte dentro das doenças cardiovasculares, somando 165.393 falecimentos por ano. Definido pela paralisação do fluxo sanguíneo em direção ao cérebro, ele pode deixar sequelas definitivas ou levar ao óbito. Segundo os dados, controlar a hipertensão evitaria por volta de 40% dos casos, o que reforça o valor das ações preventivas.
Hipertensão Arterial
Tida como uma epidemia silenciosa de proporção mundial, a hipertensão arterial atinge cerca de 1,13 bilhão de indivíduos no globo. Esse dado preocupante reflete a seriedade da condição que, muitas vezes sem sintomas, figura entre os maiores fatores de risco para outras doenças graves do coração. Vale acrescentar que pesquisas apontam que somente metade dos hipertensos sabe que tem o problema.
Insuficiência Cardíaca
Situação na qual o coração não dá conta de bombear sangue de forma suficiente para suprir o corpo, a insuficiência cardíaca acomete por volta de 26 milhões de pessoas no mundo. Seu peso econômico é enorme, com gastos calculados em bilhões por ano entre internações, remédios e queda de produtividade.
Arritmias Cardíacas
Definidas por batimentos do coração fora do ritmo normal, as arritmias cardíacas afetam um número expressivo de pessoas. A fibrilação atrial, a forma mais frequente, atinge por volta de 33,5 milhões de indivíduos no mundo e eleva de modo considerável o risco de AVC e de outras complicações graves do sistema cardiovascular.
Doenças Respiratórias
COVID-19
A pandemia de COVID-19 foi um dos maiores obstáculos sanitários dos últimos tempos, provocando 186.552 mortes por ano conforme dados recentes. Causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, essa doença infecciosa varia bastante em suas manifestações, indo de quadros sem qualquer sintoma até casos severos de falência respiratória. Seu contágio se dá sobretudo pela via respiratória, com a inalação de gotículas e aerossóis.
Doenças Respiratórias Crônicas
Reunindo condições como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), as doenças respiratórias crônicas respondem por 147.382 óbitos anuais. De caráter progressivo, elas prejudicam bastante o dia a dia dos pacientes, trazendo sintomas como falta de ar, tosse persistente e redução da capacidade física.
Pneumonia
A pneumonia segue entre as maiores responsáveis por adoecimento e mortes no mundo, atingindo especialmente crianças com menos de cinco anos e idosos. As infecções respiratórias baixas, nas quais ela se inclui, tiram cerca de 3,46 milhões de vidas por ano, o equivalente a 6,1% de todos os óbitos do planeta. Essa infecção dos pulmões pode ser provocada por diferentes agentes, entre eles bactérias, vírus e fungos.
Tuberculose
A tuberculose permanece como um grande obstáculo mundial, registrando 8.916 novos diagnósticos anuais em países desenvolvidos e milhões nas nações em desenvolvimento. Provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, ela atinge principalmente os pulmões, embora possa comprometer outros órgãos. No mundo, a doença mata em torno de 1,34 milhão de pessoas por ano, o que corresponde a 2,4% do total de óbitos.
Influenza
Conhecida popularmente como gripe, a influenza gera surtos sazonais que afetam de 5% a 15% da população global a cada ano. Essa infecção causada por vírus responde por 290.000 a 650.000 mortes anuais. Muito contagiosa, ela apresenta maior adoecimento e letalidade em grupos vulneráveis, como idosos, gestantes e portadores de outras doenças.
Asma
A asma atinge por volta de 262 milhões de pessoas ao redor do mundo, com forte reflexo na qualidade de vida e no rendimento diário. Trata-se de uma inflamação crônica das vias aéreas que se manifesta em crises repetidas de falta de ar, chiado no peito, sensação de aperto no tórax e tosse. Ainda que mate pouco em comparação com outras doenças respiratórias, sua ampla ocorrência a torna um relevante problema de saúde pública.
Doenças Metabólicas
Diabetes
Um dos grandes desafios de saúde pública, o diabetes provoca 101.209 mortes por ano. Essa doença do metabolismo, definida por taxas altas de glicose no sangue, acomete por volta de 537 milhões de adultos no planeta. As complicações que dela derivam, como neuropatia, retinopatia e nefropatia, comprometem muito a vida dos pacientes e oneram bastante os sistemas de saúde.
Obesidade
Entendida como acúmulo anormal ou em excesso de gordura que ameaça a saúde, a obesidade atinge mais de 650 milhões de adultos no mundo. Ela caminha lado a lado com várias outras enfermidades, como problemas do coração, diabetes e certos tumores. Seu impacto econômico é expressivo, com custos diretos e indiretos calculados em trilhões de dólares por ano.
Dislipidemia
Definida por taxas fora do normal de gorduras no sangue, a dislipidemia acomete por volta de 39% da população mundial. É um fator de risco importante para doenças do coração, ainda mais quando somada a outros elementos como hipertensão e tabagismo. A hipercolesterolemia, um tipo frequente de dislipidemia, aparece em 20% a 40% das pessoas conforme a população analisada.
Doenças Infecciosas e Parasitárias
HIV/AIDS
O HIV/AIDS segue sendo um grande desafio no mundo, atingindo por volta de 38,4 milhões de indivíduos. Os números indicam que essa infecção provoca cerca de 1,78 milhão de mortes por ano, o que representa 3,1% de todos os óbitos.
Mesmo com os progressos terapêuticos, que converteram uma doença antes quase sempre fatal em uma condição crônica administrável, ainda existem entraves relevantes ligados ao acesso ao tratamento e ao estigma que cerca a enfermidade.
Hepatite B
A hepatite B acomete de forma crônica por volta de 296 milhões de pessoas no mundo. Essa infecção viral que compromete o fígado pode progredir para quadros sérios, como cirrose e carcinoma hepatocelular. A existência de uma vacina eficiente tem ajudado bastante a baixar a ocorrência da doença ao longo das últimas décadas.
Hepatite C
Por volta de 58 milhões de indivíduos convivem com a hepatite C crônica em todo o planeta. Muitas vezes sem sintomas em sua etapa inicial, essa infecção viral pode desencadear problemas graves como cirrose e câncer no fígado. A chegada dos antivirais de ação direta transformou o tratamento, alcançando índices de cura acima de 95% em boa parte dos casos.
Doença de Chagas
Provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a doença de Chagas atinge por volta de 6-7 milhões de pessoas, sobretudo na América Latina. Transmitida com frequência por insetos triatomíneos, ela pode causar sérias complicações no coração e no aparelho digestivo na fase crônica. No Brasil, está entre as principais doenças tropicais negligenciadas, com reflexo importante na saúde pública.
Dengue
A dengue é um dos maiores desafios de saúde pública no mundo, alcançando por ano cerca de 390 milhões de pessoas em áreas tropicais e subtropicais. Essa doença viral, levada por mosquitos do gênero Aedes, pode ter apresentações clínicas bem variadas, desde formas sem sintomas até casos graves que colocam a vida em risco. Seu peso econômico é grande, com custos calculados em bilhões de dólares por ano em atendimento, combate ao vetor e queda de produtividade.
Malária
A malária acomete por volta de 247 milhões de pessoas a cada ano e provoca em torno de 619.000 mortes. Transmitida por mosquitos do gênero Anopheles, essa doença parasitária continua entre os principais problemas de saúde pública nas regiões tropicais. Os avanços no controle do vetor e na criação de novos medicamentos vêm ajudando a reduzir adoecimento e mortes em algumas localidades.
Sarampo
Doença viral extremamente contagiosa, o sarampo atinge milhões de pessoas por ano, principalmente onde a cobertura vacinal é baixa. Mesmo havendo uma vacina eficaz, surtos seguem surgindo pelo mundo. Em 2019, contabilizaram-se 869.770 casos e por volta de 207.500 mortes, sobretudo entre crianças com menos de cinco anos.
Hanseníase
Enfermidade infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, a hanseníase atinge a cada ano cerca de 200.000 pessoas no mundo. No Brasil, está entre as principais doenças tropicais negligenciadas, com forte impacto especialmente sobre grupos vulneráveis. Ela afeta sobretudo a pele e os nervos periféricos e, quando não recebe tratamento adequado, pode deixar sequelas físicas permanentes.
Leishmaniose
Causadas por protozoários do gênero Leishmania, as leishmanioses acometem por volta de 1 milhão de pessoas anualmente. A leishmaniose visceral e a tegumentar são formas clínicas importantes, com alto grau de adoecimento e, no caso da visceral, considerável risco de morte quando não tratadas. No Brasil, essas condições figuram entre as principais doenças tropicais negligenciadas, atingindo sobretudo populações em situação de vulnerabilidade.
Doenças Neurológicas
Doença de Alzheimer
Principal forma de demência, a doença de Alzheimer responde por 120.122 mortes por ano. Essa condição neurodegenerativa de avanço progressivo atinge por volta de 55 milhões de pessoas no mundo, e as projeções apontam que esse número pode triplicar até 2050. O impacto social e econômico é enorme, somando gastos diretos com assistência médica e custos indiretos ligados aos cuidadores.
Doença de Parkinson
A doença de Parkinson afeta mais de 8,5 milhões de indivíduos no mundo. De caráter neurodegenerativo e progressivo, ela se manifesta por sintomas motores como tremor, rigidez e lentidão dos movimentos, além de sinais não motores como distúrbios do sono, depressão e prejuízo cognitivo. O envelhecimento da população vem contribuindo para o aumento de sua ocorrência.
Esclerose Múltipla
A esclerose múltipla (EM) acomete por volta de 2,8 milhões de pessoas no mundo. Doença autoimune que destrói a mielina do sistema nervoso central, ela evolui de maneira variável, indo de formas brandas até quadros que incapacitam rapidamente. Sua ocorrência mostra grandes diferenças geográficas, sendo mais frequente em países de clima temperado e em populações caucasianas.
Epilepsia
A epilepsia atinge por volta de 50 milhões de pessoas em todo o planeta. Marcada por crises epilépticas que se repetem, essa condição neurológica pesa bastante na qualidade de vida, impondo limites nas tarefas do dia a dia, dificuldades nos estudos e no trabalho, além do estigma social. Por volta de 70% dos casos podem ser bem controlados com medicamentos, embora o acesso ao tratamento ainda seja um obstáculo em muitas regiões.
Doenças Gastrointestinais
Doença Hepática Crônica e Cirrose
A doença hepática crônica e a cirrose são responsáveis por 54.803 mortes por ano. Muitas vezes decorrentes de hepatites virais crônicas, do consumo excessivo de bebida alcoólica ou da doença hepática gordurosa não alcoólica, elas representam um relevante problema de saúde pública no mundo. A ocorrência de cirrose vem crescendo nas últimas décadas, em parte por conta da epidemia de obesidade e da síndrome metabólica.
Doença de Crohn
A doença de Crohn acomete por volta de 3 milhões de pessoas em todo o mundo. Essa inflamação intestinal crônica pode surgir em qualquer trecho do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, com inflamação que atravessa toda a parede. O prejuízo à qualidade de vida é grande, incluindo dor na barriga, diarreia persistente e complicações como fístulas e estreitamentos do intestino.
Retocolite Ulcerativa
Outra forma frequente de doença inflamatória intestinal, a retocolite ulcerativa atinge por volta de 3,8 milhões de pessoas no mundo. Ao contrário da doença de Crohn, ela se restringe ao cólon e ao reto, com inflamação superficial e contínua da mucosa. Seu curso é variável, alternando fases de crise e de melhora, e está ligado a um risco maior de câncer colorretal.
Gastrite
Inflamação da mucosa do estômago, a gastrite acomete por volta de 50% da população mundial em algum momento da vida. A infecção pela bactéria Helicobacter pylori é uma das causas mais importantes, presente em cerca de 4,4 bilhões de pessoas no mundo. Entre outros motivos relevantes estão o uso de anti-inflamatórios não esteroidais, o consumo exagerado de álcool e doenças autoimunes.
Doenças Renais
Nefrite, Síndrome Nefrótica e Nefrose
A nefrite, a síndrome nefrótica e a nefrose provocam 57.937 mortes por ano. Comprometendo a estrutura e o funcionamento dos rins, essas condições pesam bastante na vida dos pacientes e geram custo elevado aos sistemas de saúde. Estima-se que, somadas, apareçam em torno de 35-50 casos por milhão de habitantes a cada ano.
Doença Renal Crônica
A doença renal crônica atinge por volta de 850 milhões de pessoas em todo o mundo. Progressiva e muitas vezes ligada a diabetes e hipertensão, ela pode chegar à falência renal terminal, exigindo terapia substitutiva como diálise ou transplante. Seu peso econômico global é enorme, calculado em trilhões de dólares.
Infecção Urinária
As infecções do trato urinário (ITUs) acometem por volta de 150 milhões de pessoas por ano, figurando entre as infecções por bactérias mais comuns. As mulheres são as mais atingidas, e por volta de metade delas passa por ao menos um episódio ao longo da vida. Aspectos anatômicos, comportamentais e genéticos influenciam a chance de desenvolvê-las.
Câncer
Câncer (Visão Geral)
O câncer é a segunda maior causa de morte no mundo, com 608.371 óbitos por ano. Definida pela multiplicação sem controle de células anormais, essa condição abrange mais de 100 variedades diferentes, capazes de atingir praticamente qualquer órgão ou tecido. Sua ocorrência global segue em alta, em parte por causa do envelhecimento da população e das mudanças na exposição a fatores de risco.
Câncer de Pulmão
O câncer de pulmão é o mais letal do mundo, provocando por volta de 1,39 milhão de mortes por ano (2,4% de todos os óbitos). Fortemente relacionado ao tabagismo, esse tumor apresenta alta mortalidade porque costuma ser descoberto tarde. Apesar dos progressos com terapias-alvo e imunoterapia, a sobrevida em cinco anos continua baixa, por volta de 20% considerando todos os estágios.
Câncer Colorretal
O câncer colorretal acomete por volta de 1,93 milhão de pessoas por ano, ocupando o terceiro lugar entre os mais frequentes no mundo. Idade avançada, histórico na família, doenças inflamatórias intestinais e hábitos alimentares estão entre seus fatores de risco. A adoção de programas de rastreamento tem favorecido o diagnóstico precoce e a queda da mortalidade em diversas regiões.
Câncer de Mama
Tumor mais frequente entre as mulheres, o câncer de mama atinge por volta de 2,26 milhões de pessoas por ano. Idade, histórico familiar, exposição a hormônios e estilo de vida figuram entre os fatores de risco. Os avanços na detecção precoce e no tratamento melhoraram muito o prognóstico, com índices de sobrevida em cinco anos acima de 90% quando o diagnóstico ocorre em fases iniciais.
Câncer de Próstata
Segundo tumor mais comum entre os homens, o câncer de próstata registra por volta de 1,41 milhão de novos diagnósticos por ano. Sua ocorrência sobe bastante com a idade, sendo rara antes dos 40 anos e frequente depois dos 65. O rastreamento por meio do antígeno prostático específico (PSA) ainda gera debate, com vantagens e possíveis riscos de diagnóstico e tratamento em excesso.
Câncer de Pele
O câncer de pele é o tumor mais comum do mundo, com mais de 3 milhões de casos por ano. Seus tipos principais são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, este último o mais agressivo. A exposição à radiação ultravioleta é o maior fator de risco que se pode evitar, o que faz da proteção solar uma medida preventiva essencial.
Doenças Parasitárias
Esquistossomose
A esquistossomose acomete por volta de 236 milhões de pessoas em áreas tropicais e subtropicais. Causada por trematódeos do gênero Schistosoma, ela apresenta sinais clínicos variados, que dependem da espécie envolvida e da fase da doença. No Brasil, está entre as principais doenças tropicais negligenciadas, sendo mais frequente onde o saneamento é precário.
Filariose Linfática
Conhecida popularmente como elefantíase, a filariose linfática atinge por volta de 51 milhões de pessoas no mundo. Transmitida por mosquitos, essa doença parasitária pode gerar deformidades físicas permanentes, além de considerável impacto psicossocial. No Brasil, ela está em fase de eliminação, com focos remanescentes em algumas regiões que recebem a atenção de programas específicos de controle.
Oncocercose
Também chamada de "cegueira dos rios", a oncocercose acomete por volta de 21 milhões de pessoas no mundo. Provocada pelo nematódeo Onchocerca volvulus e transmitida por moscas do gênero Simulium, essa doença parasitária pode causar cegueira nos casos avançados. No Brasil, ela se limita à região amazônica, sobretudo em áreas perto da fronteira com a Venezuela, atingindo principalmente povos indígenas.
Doenças Autoimunes
Lúpus Eritematoso Sistêmico
O lúpus eritematoso sistêmico atinge por volta de 5 milhões de pessoas no mundo. Doença autoimune complexa, ela pode comprometer diversos órgãos e sistemas, como pele, articulações, rins e sistema nervoso. Sua ocorrência muda bastante conforme a região e o grupo étnico, sendo mais frequente em mulheres jovens, numa proporção mulher:homem de aproximadamente 9:1.
Artrite Reumatoide
A artrite reumatoide acomete por volta de 14 milhões de pessoas no mundo. Doença autoimune inflamatória crônica, ela se distingue sobretudo pelo comprometimento simétrico das articulações e pode levar a deformidades e perda importante de função quando não recebe tratamento adequado. Além das articulações, ela pode gerar manifestações fora delas, atingindo vários órgãos e sistemas.
Outras Condições
Depressão
A depressão afeta por volta de 280 milhões de pessoas no mundo e figura entre as principais causas de incapacidade. Essa condição de saúde mental se caracteriza por tristeza que não passa, perda de interesse por atividades antes prazerosas e uma série de outros sintomas cognitivos, comportamentais e físicos. Seu peso econômico é enorme, calculado em trilhões de dólares por ano entre perda de produtividade e custos diretos de tratamento.
Transtorno de Ansiedade
Os transtornos de ansiedade atingem por volta de 301 milhões de pessoas em todo o mundo. Esse conjunto de condições, que abrange o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno de pânico, as fobias e o transtorno de ansiedade social, se distingue por medo e preocupação em excesso, muitas vezes acompanhados de sinais físicos como coração acelerado, suor e tremores. O reflexo na qualidade de vida e no rendimento é significativo.
Anemia
A anemia atinge por volta de 1,62 bilhão de pessoas no mundo, sendo mais comum em países em desenvolvimento. Marcada pela queda na concentração de hemoglobina ou na quantidade de glóbulos vermelhos, ela pode surgir de várias origens, como falta de ferro, deficiência de vitamina B12, doenças crônicas e distúrbios genéticos, entre eles as talassemias e a anemia falciforme.
Perguntas frequentes sobre doenças
Quantas doenças existem no mundo?
Não existe um número preciso, porém estima-se que a medicina já conheça mais de 10.000 doenças, entre comuns, raras, infecciosas, genéticas e crônicas. Além disso, novas condições seguem sendo descobertas.
Qual a doença mais comum do mundo?
A cárie dentária e o resfriado comum estão entre as enfermidades mais recorrentes, alcançando bilhões de pessoas. No grupo das crônicas, a hipertensão e o diabetes são das mais frequentes.
Qual a doença que mais mata no mundo?
As doenças cardiovasculares, como a doença cardíaca isquêmica e o AVC, são as que mais matam no planeta, de acordo com a OMS, vindo em seguida as infecções respiratórias e os cânceres.
O que é uma patologia?
Patologia é a área que estuda as doenças e, na linguagem do dia a dia, o termo é usado como sinônimo de doença ou de condição que altera o funcionamento do corpo.
Quais são os principais tipos de doenças?
Os grupos principais são infecciosas, crônicas não transmissíveis, cardiovasculares, respiratórias, genéticas, degenerativas e autoimunes. Cada categoria junta doenças de causas e características semelhantes.
Conclusão
Entender quais são as doenças mais frequentes e conhecer seus dados epidemiológicos é peça-chave para montar estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.
As 50 doenças reunidas neste texto configuram desafios expressivos para os sistemas de saúde no mundo, com forte reflexo na qualidade de vida de milhões de pessoas.
Compreender os fatores de risco, os sinais clínicos e as opções de terapia dessas condições é indispensável tanto para quem atua na saúde quanto para a população em geral, abrindo caminho para abordagens mais eficientes e adaptadas a cada caso.
Diminuir o peso global dessas enfermidades exige ações em várias frentes, incluindo políticas públicas, educação em saúde, pesquisa científica e acesso justo aos serviços de atendimento.
Apostar em medidas preventivas, sobretudo as voltadas a fatores de risco que podem ser mudados, como fumo, má alimentação, falta de exercício e consumo exagerado de álcool, é uma estratégia de bom custo-benefício para baixar a ocorrência de várias das condições tratadas aqui.
Fontes:
https://www.cdc.gov/nchs/fastats/infectious-disease.htm https://www.cdc.gov/nchs/fastats/leading-causes-of-death.htm https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-doencas-negligenciadas-no-brasil https://www.rets.epsjv.fiocruz.br/noticias/ministerio-da-saude-do-brasil-lanca-publicacao-com-dados-das-principais-doencas-que https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf https://ec.europa.eu/health/archive/ph_threats/non_com/docs/rdnumbers.pdf https://www.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/BE_DTN_2024_28jan-doencas-negligenciadas.pdf https://www.cdc.gov/nchs/fastats/deaths.htm https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7176237/ https://www.saude.ba.gov.br/suvisa/vigilancia-epidemiologica/observatorio-de-vigilancia-epidemiologica/ https://www.sanoficonecta.com.br/doencas http://tabnet.datasus.gov.br/tabdata/livroidb/2ed/indicadores.pdf https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-08/conheca-lista-de-doencas-com-potencial-epidemico-divulgada-pela-oms http://portalsinan.saude.gov.br/doencas-e-agravos/57-doencas-e-agravos


